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Hidden City: quinhentos megabytes e um contador de energia
As cenas são das melhores do género e a cidade enevoada tem atmosfera a sério. Também é o jogo que mais espaço ocupa de todo este guia: 118 MB no dia da instalação e 512 MB catorze dias depois, ainda no primeiro terço da história.
Duas semanas de jogo diário · Braga · 10/09/2026
Espaço e energia
São as duas coisas que decidem se este jogo serve para si, e nenhuma das duas aparece na ficha da loja de forma útil.
O espaço cresce porque cada capítulo descarrega cenas novas e nunca apaga as antigas. A energia limita a sessão a cerca de vinte minutos.
Como o espaço cresce
Medimos nas definições do Android, no mesmo aparelho, ao longo de catorze dias de jogo diário de cerca de vinte minutos. O crescimento não é linear: dispara sempre que a história abre uma zona nova da cidade.
O que a limpeza de cache resolve
Pouco. Limpámos a cache ao sexto dia e recuperámos onze megabytes. O resto é dados da aplicação, e a única forma de os apagar é desinstalar.
Como a energia funciona
Cada visita a uma cena custa uma unidade. O depósito enche até um máximo que sobe com o nível da conta e recupera ao longo do dia. Em ritmo normal, dá para quatro ou cinco cenas de cada vez.
O que fazer quando acaba
Esperar, pagar, ou fazer as coisas que não custam energia: organizar colecções, ler diálogos, montar peças. São menos interessantes e servem de sala de espera.
Catorze dias, medidos ao dia
| Semana | Espaço ocupado | Cenas feitas | Energia gasta |
|---|---|---|---|
| Instalação | 118 MB | 0 | 0 |
| Fim da 1.ª semana | 340 MB | 38 | 47 unidades |
| Fim da 2.ª semana | 512 MB | 81 | 102 unidades |
| Progresso na história | — | — | Primeiro terço |
A energia gasta é maior do que as cenas feitas porque os modos alternativos custam duas unidades. Orientações, não uma oferta.
As cenas justificam o incómodo
São pintadas com muitos planos e uma paleta consistente. A cidade tem identidade: uma névoa sobrenatural, lojas fechadas, ruas que se abrem à medida que a história avança. Não é geração automática e vê-se.
Os modos alternativos das cenas — encontrar por silhueta, por par, com palavras — funcionam bem e evitam que a mesma imagem canse. É a solução mais elegante que vimos para o problema da repetição neste género.
O que não escrevemos sobre este jogo
- Como acaba a história. Duas semanas levaram-nos ao primeiro terço, e não escrevemos sobre o que não vimos.
- Quanto ocupa ao fim de meses. Se o crescimento continuar no mesmo ritmo, passa o gigabyte, mas isso é extrapolação e não medição.
- Quanto custa jogar sem esperar. Os preços dos pacotes mudam com promoções e com a conta.
- Se as cenas antigas são alguma vez apagadas. Não o vimos acontecer em catorze dias e a aplicação não o menciona.
Serve para si?
Para quem tem espaço de sobra no telemóvel e joga quinze ou vinte minutos por dia. Nesse ritmo, a energia nunca é um problema e a história puxa mesmo para o dia seguinte.
Não serve para telemóveis com trinta e dois gigabytes nem para tardes inteiras. Se quer caça-objetos sem contadores, o quebra-cabeças da mesma família não tem energia nenhuma e ocupa metade. E se o problema for a história, o Mystery Manor faz o mesmo com um mundo mais fechado.
Joga há meses e sabe quanto ocupa?
É o número que mais falta a esta página. Se tiver o valor das definições do Android ao fim de seis meses, mande.
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