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Anagrama: uma palavra baralhada e nada mais no ecrã
Sem mapa, sem moedas, sem energia, sem relógio. Letras trocadas em cima e um espaço em baixo. É o jogo mais despido de todo este guia.
A mecânica inteira em duas linhas
Aparece uma palavra com as letras fora de ordem. Arrastam-se as letras até formar uma palavra que exista. Não há tempo, não há vidas, não há pontuação a subir. Acertar passa ao nível seguinte.
A dificuldade cresce com o número de letras: quatro letras dão vinte e quatro ordens possíveis, sete letras dão cinco mil e quarenta. Na prática ninguém as percorre todas — reconhece-se a palavra ou não se reconhece.
O que se ganha e o que se perde com esta simplicidade
Ganha-se um jogo que abre em três segundos, ocupa pouco espaço e se joga com o polegar de uma mão em qualquer sítio. Ganha-se também a ausência total de manipulação: não há nada a piscar, não há loja à vista e não há proposta de compra a meio.
Perde-se progressão. Ao fim de trinta níveis, o jogo é exactamente o mesmo do primeiro. Não há temas, não há histórias, não há razão nenhuma para voltar além de gostar de anagramas — o que, convém dizer, é uma razão suficiente para bastante gente.
Os níveis, em números
| Tamanho | Anagramas possíveis | Tempo médio | Dicas |
|---|---|---|---|
| 4 letras | 24 ordens | 11 segundos | Desnecessárias |
| 5 letras | 120 ordens | 26 segundos | Raramente |
| 6 letras | 720 ordens | 1 min 20 s | Uma em cada cinco |
| 7 letras | 5 040 ordens | 3 min 40 s | Uma em cada duas |
O número de ordens é o factorial do número de letras e serve só para dar escala; a maior parte não forma palavras. Orientações, não uma oferta.
A classificação etária, que surpreende
PEGI 16 é a mais alta de todos os jogos de palavras deste guia, e a segunda mais alta de todo o guia. Num jogo que mostra letras baralhadas e nada mais, isso é no mínimo estranho.
Não sabemos a razão exacta e não vamos inventá-la. A ficha da Play Store indica a classificação sem detalhar o motivo, e a única hipótese razoável é a presença de publicidade dirigida a adultos. Ficamos por aqui, porque não temos como confirmar.
O que este jogo não faz
- Não distingue português europeu de português do Brasil. A Pink Pointer é brasileira e a lista reflecte isso, embora com menos casos do que noutros jogos desta família.
- Não mostra o significado da palavra encontrada, o que num jogo cuja mecânica é puramente lexical é uma oportunidade perdida.
- Não tem modo diário nem qualquer estrutura que crie hábito. Abre-se quando apetece e fecha-se quando chega.
- Não guarda estatísticas de tempo. Não se sabe se se está a ficar mais rápido, o que num jogo destes seria a única medida de progresso possível.
Como se joga melhor
metodo que nos funcionou, a partir do nivel 30 1 contar as vogais primeiro com 7 letras e 2 vogais, quase so ha uma ordem viavel 2 procurar terminacoes comuns -ADO -IDA -ARIA -ENTE -ISMO 3 fixar a terminacao e baralhar so o resto reduz 5040 ordens a 24 ou 120 4 se nao sair em dois minutos, usar a dica revela a primeira letra e costuma chegar
Com este método, o tempo médio nos níveis de sete letras caiu de cerca de cinco minutos para três e quarenta. É o único conselho útil que temos sobre este jogo, e funciona igualmente bem com anagramas em papel.
Para quem serve
Para quem gosta de anagramas e não quer mais nada à volta. Joga-se com uma mão, abre em três segundos e não pede nada — está por isso na nossa lista dos jogos de uma mão só.
Não serve para quem precisa de estrutura para voltar. Nesse caso, na mesma família, o Word Stacks tem níveis com tema e o Wordament tem rondas de dois em dois minutos. E se o objectivo for a língua, a página da família explica porque é que nenhum destes quatro resolve o problema.
Sabe porque é que a ficha é PEGI 16?
É a coisa mais estranha desta análise e não conseguimos explicar. Se tem informação fiável, escreva — corrigimos a página com a referência.
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