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Análise · RV AppStudios · PEGI 3

Tangram: sete peças e mil silhuetas, sem uma única peça a mais

O tangram aparece em livros chineses do início do século XIX e nunca mudou: cinco triângulos, um quadrado, um paralelogramo. Todas as silhuetas usam as sete peças e todas têm exactamente a mesma área. É o puzzle mais económico que existe.

Sessenta silhuetas · Braga · 10/09/2026

As peças

Sete peças, e nenhuma delas é arbitrária

Composição clássica do tangram, igual em todas as versões
Peça Quantas Forma Área relativa
Triângulo grande 2 Rectângulo isósceles 1/4 do total cada
Triângulo médio 1 Rectângulo isósceles 1/8 do total
Triângulo pequeno 2 Rectângulo isósceles 1/16 do total cada
Quadrado 1 Quadrado 1/8 do total
Paralelogramo 1 Paralelogramo 1/8 do total

As sete peças somam sempre a mesma área, o que significa que qualquer silhueta válida tem exactamente a mesma superfície. Orientações, não uma oferta.

O truque

Onde é que o tangram deixa de ser óbvio

quadrado inicial outra silhueta, mesma área 7 peças área constante o que muda é a forma e não a matéria
A dificuldade não está em preencher a silhueta: está em descobrir onde ficam os dois triângulos grandes. Fixos esses, o resto costuma sair sozinho.

A regra prática que descobrimos ao fim de vinte silhuetas: começar sempre pelos triângulos grandes, que ocupam metade da área total. Enquanto eles estiverem no sítio errado, nada mais encaixa.

A aplicação

O que a RV AppStudios acrescenta

Rotação livre com dois dedos, encaixe assistido quando a peça está perto da posição certa, e categorias de silhuetas por tema: animais, pessoas, objectos, letras. São mais de mil silhuetas no total.

Traz também um modo livre sem silhueta, para construir o que se quiser. É a parte menos interessante da aplicação e a que quase ninguém abre.

Ocupa cerca de noventa megabytes, não pede conta e funciona inteiro em modo de avião. Os anúncios aparecem entre silhuetas e nunca a meio de uma.

Sete peças de tangram por encaixar numa silhueta
As peças ficam na bandeja em baixo e arrastam-se para a silhueta. A rotação faz-se com dois dedos.
Erros comuns

O que corre mal a quem começa

Começar pelas peças pequenas

Os triângulos pequenos encaixam em quase todo o lado e não decidem nada. Os grandes ocupam metade da área e só cabem em dois ou três sítios.

Esquecer que o paralelogramo pode ser espelhado

É a única peça que muda de forma ao ser virada, e há silhuetas que só se resolvem com ela do outro lado. Faz-se com um toque duplo.

Confiar no encaixe assistido

A aplicação puxa a peça para a posição certa quando ela está perto. Isso ajuda e engana: às vezes encaixa numa posição válida que não é a da solução.

Achar que sobrou uma peça

Nunca sobra. Se a silhueta parece completa com seis peças, está errada — e a aplicação não a aceita, o que confunde muita gente no início.

Para quem

Serve para si?

Para sessões de um a seis minutos, com um fim visível em cada silhueta. É um dos poucos jogos deste guia com catálogo fechado: quando se fazem as mil silhuetas, acabou. Por isso está na lista dos jogos com fim e na dos clássicos de sempre.

Não serve para jogar com uma mão: a rotação exige dois dedos e o arrasto exige precisão. Para isso, na mesma família, o Nonogram Color resolve-se com o polegar.

Faz tangram em papel?

O jogo físico corta-se de uma folha em cinco minutos e não precisa de aplicação nenhuma. Se o faz assim, diga se a versão digital acrescenta ou tira alguma coisa.

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